quarta-feira, 9 de outubro de 2019

PREMIER LEAGUE COMPLETA 25 ANOS. EXEMPLO BOM A SER SEGUIDO, PRINCIPALMENTE NO BRASIL,

Nesta semana a Premier League, campeonato inglês, completou 25 anos de formação e vem mostrando a cada temporada que a mudança no início na década de 90 valeu a pena. A competição foi criada em 1992 após decisão dos clubes da Football League First Division romperem com a Football League, originalmente fundada em 1888, com o objetivo de aumentar a receita com os direitos de transmissão.

Com a criação da Premier League, os clubes passaram a controlar os direitos de transmissão e as arrecadações. O sistema funciona da seguinte forma: 50% da arrecadação são divididos entre os 20 clubes da elite igualmente, o restante é dividido entre a quantidade de partidas transmitidas de cada clube e o desempenho na temporada.

Segundo dados da própria Premier League, foram distribuídos para os clubes na temporada 2016/2017 cerca de 2,395 bilhões de libras (R$ 9,970 bilhões).
Mas no título deste texto eu mencionei a seguinte frase, ” Exemplo bom a ser seguido, principalmente no Brasil”. Mas por qual motivo?

No nosso campeonato, a distribuição de cotas de TV ainda é uma grande dor de cabeça para os clubes. Flamengo e Corinthians são os principais clubes do país, e claro passam a receber mais. Mas a diferença entre os dois clubes e os demais, também considerados importantes no país, é muito grande.

O último contrato para o triênio vigente, que se encerra no final de 2018, a distribuição de cotas de TV no Brasil está desta forma: Flamengo e Corinthians são os clubes que mais ganharão por ano, R$ 170 milhões, seguidos por São Paulo (R$ 110 milhões), Palmeiras e Vasco (R$ 100 milhões) e Santos (R$ 80 milhões).

Na quarta prateleira onde estão os mineiros (Cruzeiro e Atlético) e gaúchos (Grêmio e Internacional), além de Fluminense e Botafogo, os valores para cada um são de R$ 60 milhões. Cerca de R$ 35 milhões para a quinta prateleira composta por Coritiba, Atlético Paranaense, Vitória, Sport Recife e Bahia. Já clubes como Ponte Preta, Chapecoense, América Mineiro, entre outros considerados menores, e que sobem e descem de divisão, recebem cerca de R$ 20 milhões anuais cada, isso quando estão na Série A.

O canal Esporte Interativo, da empresa Turner, já apresentou a proposta nos mesmos moldes do campeonato inglês, mas os principais clubes até o momento não se manifestaram.
O valor apresentado pela empresa foi de R$ 600 milhões de reais, mas somente 15 clubes já fecharam acordo, e foram eles: Atlético-PR, Coritiba, Internacional, Santos, Bahia, Santa Cruz, Figueirense, Ponte Preta, Ceará, Sampaio Corrêa, Criciúma, Joinville, Paysandu, Paraná e Fortaleza. O contrato tem validade entre os anos 2019 e 2024.

Uma das vantagens para o torcedor é que o Esporte Interativo também quer que os jogos sejam realizados mais cedo e não mais às 21h45, como são atualmente. Este horário mais tarde dificulta a vida do torcedor, que tem que ir ao estádio, e acordar cedo no outro dia. 

Com isso, a Globo acabou revendo a situação de cotas e parece ter se sentida ameaçada, executando uma nova proposta para o triênio entre 2019 e 2021, mas com 40% do valor dividido entre os clubes, e não 50%, podendo chegar ao total de mais de R$ 1 bilhão de reais.

Muita coisa ainda virá por aí, o torcedor quer mudança, os clubes das “prateleiras” de baixo querem e precisam ganhar um pouco mais para tentarem competir por igual e também sobreviverem.
Mas uma coisa é certa: a Premier League já mostrou que a mudança deixou o campeonato muito mais competitivo e cabem aos responsáveis pelo futebol brasileiro perceberem isso, e pensar num todo, e não somente no próprio bolso.

Fonte:esporteinterativo.com.br ;globoesporte.com ;premierleague.com
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CONTRATAÇÕES DE PESO ELEVAM AS VENDAS DE CAMISAS DOS CLUBES,

Conhecida como “manto sagrado” ou “armadura” para os brasileiros, maglia para os italianos e camisola para os portugueses, as camisas dos clubes de futebol estão a cada temporada mais bonitas, bem desenhadas, trabalhadas com tecnologia avançada, e, claro, sempre no guarda roupa do torcedor.


Mas quando o clube contrata um craque, o desejo para ter esse “manto sagrado” aumenta e o torcedor dá um jeitinho de gastar, mesmo que um pouco mais, para ter a vestimenta. Os preços podem ultrapassar os R$ 300,00 quando se trata de modelos próximos aos que os jogadores utilizam, ou, no caso das chamadas réplicas, mais comuns nas lojas, os preços variam entre R$ 100,00 e R$ 250,00.


A bola da vez para movimentar esse mercado é brasileiro Neymar Jr. Após a transferência do craque para o PSG, segundo informações da fornecedora Nike e do próprio PSG, o clube, logo no primeiro dia, chegou à marca de 1 milhão de euros com a venda de camisas, sendo vendidas aproximadamente 10.000 unidades. E isto apenas nas duas lojas, só no primeiro dia.


Mas não é só Neymar Jr. que movimentou o mercado com vendas de camisas, dando assim, um bom retorno ao clube de imediato. Outros grandes craques no velho continente, assim que foram contratados, rapidamente alavancaram os negócios de seus novos times.

Um exemplo recente deste mundo milionário, no qual as empresas de materiais esportivos lucram muito nestas horas, é o sueco Zlatan Ibrahimovic, que, quando chegou ao Manchester United, para a temporada 2016/2017, rendeu em uma semana para o clube mais de R$ 320 milhões de reais em vendas de camisas com o seu nome estampado nas costas.

Para se ter uma ideia, segundo publicações da imprensa inglesa na época, os valores arrecadados chegaram a ajudar na contratação do francês Paul Pogba, para o próprio Manchester United, junto à Juventus de Turim, da Itália, em torno de 120 milhões de euros.

Com contratação de Neymar Jr., os torcedores do PSG já podem esperar que suas camisas fiquem ainda “mais pesadas” e passem a “entortar o varal” a partir desta temporada, já que o clube ainda conta com nomes de peso, como Daniel Alves, Cavani e Di Maria. 

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DINHEIRO CHINÊS RESGATANDO UM GIGANTE

Milan começa uma nova era com investidor chinês no comando


A temporada 2017/2018 começou para o Milan e um novo tempo também. Após vários anos sem investimentos pesados, ao contrário nas últimas décadas, no início da era Berlusconi, o Milan recomeça com um novo dono.

Depois de vários meses de negociação e entraves para a aquisição da equipe, o grupo Chinês Rossoneri Sport Investiment Lux, do investidor Li Yonghong, acertou a compra de 99,93% das ações, do Milan no valor de €740 milhões (R$ 2,5 bilhões).

O torcedor Rossonero espera anos melhores, e tudo leva a crer que estes anos estão próximos, pois as contratações de melhor qualidade já começaram. Os investimentos em contratações já ultrapassam os R$ 470 milhões de reais. Entre eles o suíço Ricardo Rodríguez que estava no Wolfsburg, da Alemanha, Por R$ 56 milhões, Çalhanoglu, contratado junto ao Leverkusen, também da Alemanha, por R$ 93 milhões, o zagueiro Musacchio, que custou cerca de R$ 67 milhões junto ao Villareal da espanha, aos cofres do Milan, o jovem atacante português André Silva por R$ 142 milhões, vindo do Porto de Portugal. O Milan ainda contratou Borini, do Sunderland, por empréstimo, sem custos, com opção de compra.

Outros nomes de destaque, mas dentro da velha bota também foram contratados, o marfinense Kessié negociado por R$ 109 milhões, do Atalanta, o argentino Biglia, da Lazio, saindo por R$ 52 milhões de reais, e o grande destaque deste pacote de jogadores foi o zagueiro Leonardo Bonucci, campeão italiano pela Juventus nas últimas 6 temporadas, com valores de negociação aproximados em €40 milhões de euros.

A temporada é de muita expectativa para os Milanistas e para os investidores chineses, que vão tentar ajudar a resgatar e recolocar esta grande equipe do futebol mundial, onde já passaram Costacurta, Maldini, Franco Baresi, Dida, Cafú, Pirlo, entre outros, no caminho das grandes conquistas.

E o primeiro desavio é na fase preliminar da Liga Europa. A equipe milanista venceu o primeiro jogo contra o Craiova, da Bulgária, por 1 a 0. Lembrando que o clube rossonero ficou de fora das competições europeias nas últimas 3 temporadas. 

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