O método mãe canguru foi criado em 1979 pelos médicos Eric Martinez e Edgard Reis, na cidade de Bogotá, na Colômbia, com a idéia de diminuir a mortalidade neonatal naquele país.
O método é um tipo de assistência baseada por meio de contato pele a pele, entre mãe e filho prematuramente recém-nascido e com baixo peso.
O mãe canguru teve seu início no Brasil em 1991. O HOB adotou esse método em 2000 por uma equipe interdisciplinar do próprio hospital.
A doutora Maria Cristina Aranha está no HOB há 23 anos, é a responsável pela implantação e o acompanhamento do método hospital.
Cristina Aranha afirma que com o Método Mãe Canguru, a criança ganha peso, a mãe fica menos tempo no hospital e ainda estimula o aleitamento. Maria Cristina conta também que o corpo da mãe ainda serve como incubadora, já que o contato entre mãe e bebê é direto. “Quanto mais precoce é o contato entre mãe e filho, maior é o vínculo afetivo entre eles”, explica a médica.
No início o bebê ainda precisa de cuidado intensivo e não pode ter o contato com a mãe, chamado de etapa de sensibilização. Durante esse período a mãe recebe orientação para ordenhar de forma manual para o banco de leite e com isso o bebê passa a ser amamentado por meio de uma sonda.
Cristina Aranha diz que a mãe pode fazer isso todos os dias, já que se ficar sem ordenhar por muito tempo, o leite já estocado no banco acaba secando.
Outra etapa explicada pela médica é quando a mãe é convidada para ficar na enfermaria canguru. Isso ocorre quando o bebê atinge mais de 1.250 gramas e pode ser amamentado diretamente no peito.
Nessa etapa a mãe aprende a cuidar de seu bebê e pode aguardar a criança atingir a 1.600 gramas. Após o bebê atingir o peso ideal, a mamãe recebe alta e pode levar o filho para a casa.
A pediatra afirma que esta etapa é uma das mais importantes, pois a mãe e o bebê criam o afeto bem cedo, necessário para reduzir a probabilidade de abando e maus tratos futuros. “Nessa etapa é trabalhado na mãe o seu melhor desenvolvimento neuropsicomotor, que são as partes neurológicas, psicológicas e movimentos”, afirma Maria Cristina Aranha.
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