sábado, 22 de novembro de 2008

Responsabilidade para gerenciar

A Unidade da Maternidade do HOB tem grande responsabilidade com as mães e seus filhos. Isso se deve aos programas que são realizados no próprio hospital, como o das Mães canguru e o das Doulas.
O médico Carlos Senra é o gerente da assistência à mulher. Funcionário do HOB há 29 anos, gerencia há cinco anos a unidade. Experiência de sobra para encarar o desafio.

A Unidade da Maternidade também tem a missão de orientar a mulher no planejamento familiar, dar assistência àquelas vítimas de violência, trabalhar na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada e oferecer acompanhamento psicológico.

O gerente faz questão de ressaltar que a maternidade do HOB é referência em Belo Horizonte, isso se deve aos atendimentos humanizados no hospital.

Manter esse padrão tem sido um dos principais desafios para Senra nos últimos anos. Só para se ter uma idéia, o parto humanizado está de acordo com o projeto do Ministério da Saúde e recomendado pela Secretaria Municipal de saúde.

Toda essa responsabilidade é resultado de uma adaptação de toda a equipe, como por exemplo, a capacitação com o Suporte Avançado de Vida em Obstetrícia (ASLO – em inglês), da qual participou médicos e enfermeiros da unidade.

E não demorou a dar resultados. Segundo Carlos Senra, houve uma considerável redução de taxa de nascimentos por cesariana, é fruto da conscientização da equipe em mostrar para as mães o quanto é importante priorizar o parto normal.

Mas, as novidades não param por aí. Houve também a abertura da maternidade para o acompanhante da mãe, integração de doulas na equipe e liberdade para as mães em relação a melhor posição nos leitos ou na sala de pré-parto.

Outro ponto positivo destacado pelo gerente foi o aumento da equipe de trabalhadores da unidade. “Nos últimos cinco anos recebemos mais sete novos funcionários concursados, isso acabou contribuindo para o crescimento da equipe”, afirma.Segundo Carlos Senra, houve também o crescimento do número de partos, aumentando de 150 para 230 por mês, nos últimos cinco anos, além da redução do número de permanência das mães e dos índices de infecção hospitalar.

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